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A Arquitetura e a criminalidade

Projetos urbanísticos influenciam no uso e na ocupação dos espaços urbanos.

Por: Mão Dupla Comunicação       15 de Janeiro de 2015   |   VISUALIZAÇÕES 2.648

Arquitetura contra a criminalidade

Além de tornar os espaços funcionais e mais bonitos, a arquitetura pode contribuir para diminuir os índices de violência. Projetos urbanos promovem inserção das pessoas em áreas antes abandonadas e propícias à prática de crimes

 

Segundo dados do relatório Índice de Progresso Social (IPS), divulgado no primeiro semestre desse ano, o Brasil aparece em 11º lugar na lista dos países mais inseguros do mundo, perdendo apenas para Iraque, Nigéria, Venezuela, República Centro-Africana, África do Sul, Chade, República Dominicana, Honduras, México e Sudão.

Os governos precisam agir criando leis para coibir a criminalidade e tornar o Brasil mais seguro, mas cada um pode contribuir de alguma forma para mudar essa realidade. Profissionais de arquitetura, por exemplo, já pensaram em uma maneira de dar sua contribuição por meio dos projetos urbanísticos que consistem em construir locais de lazer para a população onde antes eram áreas abandonadas ou ocupadas pela criminalidade.

“Os projetos urbanísticos têm um papel fundamental na redução da criminalidade, pois estimulam a ocupação e possibilitam que os usuários permaneçam por mais tempo nas áreas públicas, isso as tornam mais vigiadas e seguras. Além disso, uma área bem projetada faz com que esses frequentadores se sintam donos do espaço e o mantenham protegido e bem cuidado”, ponderam as arquitetas da Óbvio Arquitetura, Nathália Otoni e Luciana Araújo.

 

Projeto Óbvio Arquitetura: A revitalização de um local deserto próximo a uma área residencial resultou nessa praça, onde os moradores podem se exercitar na academia ao ar livre e contemplar a natureza.
Fotos: Rodrigo Marcandier

 

As profissionais, que também são urbanistas, contam como revitalizar os espaços públicos para que possam servir à população e não ao crime: “O ideal é propor equipamentos urbanos que beneficiem os usuários da região; planejar um paisagismo capaz de tornar o espaço mais convidativo; projetar uma iluminação pública que torne o local mais seguro e criar um tratamento da área que dê uma identidade e agrade aos espectadores”.

Para que a revitalização do espaço seja bem feita é preciso entender o entorno desse local. Isso faz toda a diferença no que diz respeito à funcionalidade. “Se a área for comercial, espaços de descanso e contemplação são bem-vindos. Caso seja residencial, playgrounds e equipamentos de ginástica podem e devem ser propostos”, sugerem Nathália e Luciana.

As arquitetas encerram com uma dica importante: “O fundamental é permitir a maior variedade de usuários possível, durante a maior parte do tempo. Caso contrário, os espaços ficarão desocupados e ermos, propiciando a prática de crimes e delitos”.

 

 

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