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Arquitetura na era do autoconhecimento

Com a missão de conduzir a pessoa na direção dos objetivos que ela quer alcançar, os coachs precisam de um espaço para aplicar sua técnica. Sintonizado com essa tendência, o arquiteto Glaucio Gonçalves já inclui em seu portfólio a criação de projetos de design de interiores exclusivos para a criação de “coachtórios”.

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Por Glaucio Gonçalvez Arquitetura e Design Seguir

  • 27/11/2017

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A necessidade de se criar projetos de coachtório surgiu com a grande demanda de coachs que estão criando seus espaços de atendimento conscientes de que esse ambiente deve ser seguro, confiável e proporcionar aos seus coachees (clientes) uma atmosfera de relaxamento para que possam externalizar suas emoções e pensamentos, visando atingir o estado desejado de maneira objetiva e acelerada.

É aí que o arquiteto tem sido o parceiro ideal dos coachs na cocriação desses espaços customizados. “A regra básica para atender a esse público é utilizar um mobiliário simples”, explica o arquiteto Glaucio Gonçalves. Mas, segundo ele, “é fundamental que transmita confiabilidade, tanto aos coachees (público externo), quanto aos colaboradores (público interno), respeitando sempre os valores e princípios éticos e morais de todos os envolvidos no processo”.

 

 

Energia fluindo – O cenário do ambiente para o coach trabalhar é composto de duas poltronas “exatamente iguais” – mesmo modelo, mesma altura e da mesma cor – e confortáveis, posicionadas uma de frente para a outra. “Esses detalhes devem ser seguidos à risca, pois elevam o nível de conexão e de rapport (sintonia) entre coach e coachee”, destaca o especialista.

 

 

Prosseguindo na composição do ambiente, outro aspecto muito importante é a colocação de um tapete que circunde as duas poltronas, simbolizando uma delimitação e reforçando a conexão entre o coach e o coachee. O arquiteto explica que essa demarcação simbólica, chamada de psicogeografia, visa gerar estímulos psíquicos associados ao valor daquele espaço.

 

 

Mas não é tão simples como parece. O processo de composição desses ambientes vai além, e o projeto de decoração é imprescindível para criar uma atmosfera de relaxamento. A harmonização dos elementos de decoração (pintura/cores, piso/revestimentos, texturas, paisagismo etc) é importante para a ambientação estética, além dos projetos luminotécnico e de sonorização. Uma dica: é importante lembrar que símbolos que remetam a qualquer cultura ou religião devem ser descartados, pois o local de atendimento deve ser um lugar neutro. “Crenças são pessoais e intransferíveis, e o que faz sentido para uma pessoa, não necessariamente faz sentido para outra”, ressalta.

E, por último, o coachee deve se sentar de modo que seu lado direito fique livre, sem nenhum bloqueio. “Isso tem uma explicação”, frisa. O cérebro está divido em dois lados essenciais – o lado esquerdo está ligado ao passado, sendo mecânico, lógico, verbal, linear, cauteloso, cético e olha para as partes; enquanto o lado direito está ligado ao futuro, aos sonhos, potencializando a criatividade, a intuição, e olha para o todo. É por meio desse canal – o lado direito do cérebro – que surgem os grandes insights. Por isso, esse lado do corpo do coachee é tão importante e deve estar posicionado do lado mais livre e amplo da sala de atendimento.

Totalmente sintonizado com o tema, o arquiteto finaliza: “A nossa psique varia de acordo com a posição em que nos encontramos em relação à outra pessoa, e quando olhamos no olho do outro, isso significa estar no tempo presente, com a chance de ouvir mais intensamente, na essência.”

 

 

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