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Dicas para Decoração de Restaurantes

Um bom projeto comercial atrai a clientela e gera lucros para o proprietário. Conheça algumas dicas para restaurantes.

Por Mão Dupla Comunicação Seguir

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Categoria: Arquitetura & Urbanismo: Arquitetura e Decoração Comercial

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Donos de restaurantes driblam a concorrência por meio da decoração

Os restaurantes capricham no visual para fidelizarem os clientes e se manterem dentro das exigências da Vigilância Sanitária

 

Mais da metade dos brasileiros, 51%, come fora de casa, indicou uma pesquisa feita pela empresa GFK Brasil, no ano passado. Reflexo do maior número de pessoas no mercado de trabalho, já que a taxa de desemprego no país caiu para 6,2% em junho de 2011, a menor desde 2002, e consequente aumento da renda.

A correria do dia a dia faz com que as pessoas procurem locais mais perto do trabalho para fazerem suas refeições, assim, economizam tempo. O almoço, aliás, é a principal refeição feita fora do lar, responde por 71%. E, na hora de matar a fome, a pesquisa indicou que os lugares mais procurados por 42% dos brasileiros é o restaurante de comida a quilo ou self-service, seguido do a la carte, 35%.

De olho nessa demanda, os donos de restaurantes investem em diferenciais competitivos para se destacarem e driblarem a concorrência. A aposta da vez é a decoração. Mas, esse tipo de projeto tem suas particularidades, como reforça a arquiteta Marina Dubal: “Para projetar um restaurante deve ser feito um estudo com o cliente para que a definição do layout seja precisa e eficaz. Um bom projeto deve levar em conta questões como a capacidade do restaurante, especialidade e tipo de atendimento”.

Há uma grande diferença entre decorar um restaurante self-service e um a la carte, por exemplo. “Cada tipo de restaurante tem suas peculiaridades, que devem ser observadas. A cozinha de um self-service, por exemplo, produz grande volume de comida em um curto espaço de tempo. E isso exige um projeto diferenciado”, explica a arquiteta Estela Netto.

iluminação é outro item importante nesses projetos. Segundo a profissional, no caso do self-service, que possui grande rotatividade durante o dia, a luz deve ser eficiente e deixar o ambiente mais iluminado. “Já nos restaurantes a la carte, que são mais frequentados durante a noite, o projeto luminotécnico precisa ser mais detalhado, de forma a criar um clima envolvente”, conta Estela.

 

A arquiteta Marina Dubal salienta que projetos com esse deve se cumprir todas as normas da vigilância sanitária. Crédito imagem: Henrique Queiroga.

 

O mobiliário e sua disposição também dizem muito do estabelecimento e influenciam até na forma como o público alvo é atingido. “As cadeiras não podem ser desconfortáveis, porém não devem ser confortáveis demais, para que o cliente não demore muito no recinto e ocupe o lugar que poderia estar sendo usado por outro, uma vez que o self-service lucra pela grande rotatividade de consumidores. Nos restaurantes a la carte, o fenômeno é inverso. O mobiliário deve trazer o máximo de comodidade, assim o cliente vai se sentir à vontade, permanecer mais tempo no ambiente e consumir mais”, adverte a Estela.

Marina lembra que as cores também são importantes no projeto: “No self-service, cores quentes são ideais, pois chamam a atenção do consumidor. Já nos a la carte, tons frios, quando bem explorados, criam uma atmosfera de relaxamento e aconchego, favorecendo o estabelecimento e, logo, reforçando sua identidade”.

 

Segundo Estela Netto, outra diferença entre o restaurante self-service e o la carte é o mobiliário: ““No self-service, as cadeiras não podem ser desconfortáveis, porém não devem ser confortáveis demais, para que o cliente não demore muito no recinto. Já no restaurante la carte, o mobiliário deve trazer o máximo de comodidade, assim o cliente vai permanecer mais tempo no ambiente e consumir mais.

 

Os cuidados com esse tipo de projeto não param por aí. Deve-se ainda, cumprir as exigências da Vigilância Sanitária. “A comida jamais pode ser contaminada por causa de uma estrutura mal elaborada. Os banheiros dos funcionários devem ser separados deste espaço, uma pia para higienização das mãos deve ser colocada na entrada da cozinha e as torneiras precisam ter acionamento automático. Além disso, é necessário ter saída de lixo independente, bancadas separadas para lavar alimentos e louças e banheiro para deficientes físicos, entre outras normas”, enumera Marina.

Estela Netto comenta que a cozinha de um self-service produz grande volume de comida em um curto espaço de tempo. E isso exige um projeto diferenciado.

 

“Além de todos esses cuidados, o ambiente deve ser bonito e agradável, ninguém quer fazer suas refeições em um lugar feio e mal organizado. Um projeto bem executado vai valorizar o estabelecimento, atrair a clientela e gerar lucro para o dono”, completa Estela.

 

 

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