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Cerca Viva: saiba como escolher

Conheça espécies e inspire-se em fotos de cercas vivas para embelezar seu jardim e proteger seu imóvel.

Por: Arquiteta Nadine Voitille       18 de Janeiro de 2014 - ATUALIZADO EM: 28 de Junho de 2018   |   VISUALIZAÇÕES 171.834

Cercas Vivas: espaços definidos e proteção

Quando pensamos em uma cerca viva, pensamos principalmente em delimitar espaços e proteção. Mas elas são muito mais abrangentes: são ótimas para produzir efeitos paisagísticos e embelezar qualquer ambiente, quer seja na cidade ou campo, comercial ou residencial.

 

Onde Usá-las

Para criar uma cerca viva é necessário que a espécie escolhida seja plantada em linha ou fileira de maneira uniforme.

Elas poderão ser usadas em sítios, chácaras, fazendas, jardins de residências, escritórios, praças e outros locais públicos, sendo útil e produzindo ótimos efeitos.

A escolha da planta vai depender da sua finalidade: demarcar, proteger, ou embelezar sua casa ou propriedade. Estes itens definirão o tamanho e altura da cerca viva.

Como existem inúmeras espécies que poderão ser usadas, é importante que se escolha aquela que mais se adapta às condições de sua propriedade e, de preferência, às espécies nativas.


Plantas criam barreira vegetal juntamente com a cerca de madeira, dificultando a passagem e criando um belo efeito paisagístico. Local: Aparecida do Norte - São Paulo. Foto: Portal Clique Arquitetura

 

Vegetação cria linha que delimita o espaço destinado ao público em um bar/restaurante em Caiobá - Paraná. Foto: Portal Clique Arquitetura

 

Cercas vivas criam uma composição harmoniosa com um muro, trazendo não só beleza, mas proteção e privacidade para os moradores. Local: Punta del Este - Uruguai. Foto: Portal Clique Arquitetura

 

Por que utilizar cercas vivas?

Para que a cerca tenha uma perfeita adaptação e desenvolvimento, é importante levarmos em consideração o objetivo de seu uso e as características do local, para que a mesma se adapte ao solo e ao clima da região.

As finalidades da cerca viva são inúmeras - as mais comuns são: a privacidade, o conforto e a segurança, seguidas da decoração, redução de ruídos e poluição, quebra-vento, barreira visual, (inclusive para “esconder” áreas de serviço, depósitos, lixeiras), proteção, delimitação de espaços, contenção de processos de erosão. Também podem substituir muros de concreto, grades, cercas de arame ou madeira e alambrados, agregando benefícios econômicos e ambientais. Algumas ainda possuem qualidades forrageiras, apícolas e medicinais.

Para ter uma barreira visual bonita e que cresça rápido, é necessário que as plantas sejam plantadas adensadas e que possam receber a luz do sol em toda a fileira; caso contrário, demorarão mais para crescer.

Cercas vivas altas e compactas protegem áreas como as de piscinas; já as largas e espessas fazem uma barreira contra ventos, ruídos e poeira. Já os arbustos com espinhos, afastam invasores ou coíbem a fuga de animais, como bois e cabras das propriedades.


Nestes exemplos a cerca viva protege o muro e confere privacidade aos moradores. Local: Curitiba - Paraná. Fotos: Portal Clique Arquitetura

 

Aqui a cerca viva funciona como muro, delimitando o espaço da propriedade. Local: Punta del Este - Uruguai. Foto: Portal Clique Arquitetura

 

 

Qual espécie escolher?

Existem inúmeras espécies que são utilizadas para a formação de cercas vivas. Alguns detalhes deverão ser observados na compra, tais como: se a planta possui um crescimento rápido; se ela se reproduz com facilidade por estacas e se enraíza bem; se após a poda, ela rebrota rápido; quais as possíveis pragas e doenças; e que outros benefícios ela traz (frutos, flores, perfume, madeira, lenha e forragem).

* Saiba Mais: Ixora: flor para floreiras e cercas vivas

 

Alguns exemplos:


O pingo de ouro é uma ótima opção para quem quer proteger muros e marcar linhas. Imagem: Portal Clique Arquitetura

 

A azaléia foi utilizada no paisagismo do Bosque do Papa, em Curitiba/PR, marcando a linha do rio que margeia o parque. Ao lado, imagem mostra a planta em seu período de floração. Fotos: Portal Clique Arquitetura

 

Organizar "buxos bolinha" em fileira permite criar belas linhas no paisagismo, delimitando bordas de jardins especialmente. Imagem: Portal Clique Arquitetura

 


A murta cria uma bela cerca viva. Esta espécie ficou famosa por ter sido utilizada no bouquet de Catherine Middleton com o príncipe William. Imagens: Félix Plantas

 


A coroa de cristo, combinada com a cerca de madeira, criou uma barreira. Foto: Portal Clique Arquitetura

 

 

A Poda

As cercas vivas exigem cuidados de manutenção que incluem replantios, podas, irrigação e limpeza. 

As podas periódicas são importantes para determinar o estilo da sua cerca viva dando-lhe o formato e altura desejados, e, em alguns casos, trabalhos de topiaria (esculturas).

Além das podas de limpeza, que retiram os ramos secos e mal formados, há outros tipos de podas úteis para deixar as cercas vivas mais densas ou mais arejadas. Neste caso, você deverá analisar qual a espécie escolhida e qual o objetivo da sua cerca para então decidir como será esta poda (aconselhamos que converse com um especialista ou procure informações específicas sobre a espécie).

 

Função do Paisagista

Cabe a ele a orientação sobre a cerca viva ideal para o local em questão, procurando adequá-la o melhor possível, criando efeitos secundários, como destacar áreas ou elementos, atrair a fauna silvestre, adicionar movimento, textura, volume, contraste, estilo e perspectiva aumentando o bem-estar e a satisfação de quem contrata os seus serviços. Leia mais: O Paisagista

Para que se tenha a garantia de uma cerca-viva com qualidade, seja qual for a escolha da espécie, as mesmas deverão ser adquiridas em casas especializadas.


Que tal este belo exemplo para finalizar este artigo? Projetado pela Rolling Stone Landing Scapes este jardim é um convite ao lazer. Conheça: Jardim Chelsea

 

Indicações

 

    

 

 

Fontes Consultadas

 

 

+ SAIBA MAIS | Ixora: Flor para Floreiras e Cercas Vivas
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