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Como renovar sua sala em quatro passos

Arquiteto Thiago Mondini passa dicas para dar uma nova cara para um ambiente com pequenas mudanças.

Por: Oficina das Palavras       02 de Junho de 2017   |   VISUALIZAÇÕES 4.719

Se você gosta de mudar os ambientes, mas não quer investir muito, saiba que é possível fazer isso sem grandes reformas. Pequenos detalhes podem fazer a diferença na hora de dar aquela cara nova para um ambiente da casa. De acordo com o arquiteto Thiago Mondini, em um projeto de interiores é preciso estar atento à ambientação, que pode ser o grande diferencial entre um espaço sem vida e sem personalidade e um pleno de bem-estar, daqueles em que temos gosto de passar boa parte do tempo. “Existe solução viável para esses casos. É possível fazer um diagnóstico de um ambiente já executado e, através do bom uso das cores e de objetos, equilibrar os excessos e harmonizar o local”, reforça o arquiteto. Confira cinco dicas do profissional para transformar a sua sala de estar:

 

Diagnóstico do ambiente

É necessário um diagnóstico inicial sobre o ambiente. O tapete geralmente é um item fundamental, porque amarra o conjunto das peças de uma sala. Então, cuidado, pois ele pode estragar completamente a composição. O sofá nem sempre precisa ser substituído e é possível modificar o efeito visual que ele tem com almofadas e mantas. Nas janelas, precisamos prestar atenção na escolha dos xales. As pessoas normalmente escolhem cortinas clarinhas, bem neutras – o que é bom. Mas é comum que um xale pesado, bufante, mal amarrado ou mal escolhido chame muita atenção ou deixe a sala com cara de antiga. Na dúvida, opte por xales lisos, com cores mais escuras e neutras, sem amarração e com bom caimento. Por último, as paredes correspondem à maior área em termos de superfície numa sala e é nelas que as maiores mudanças podem acontecer, seja através de pintura ou de aplicação de papel de parede. Leia mais: Como escolher o tapete da sala

 

Esta é a sala de estar ANTES de ser renovada.

 

Iluminação que faz diferença

Mudanças na iluminação sempre surtem excelentes efeitos, mesmo que o ambiente quase não sofra alterações. A grande vantagem de uma boa iluminação é que ela dá destaque aos elementos certos e, consequentemente, esconde o que não queremos que seja notado. Neste caso estamos falando de qualidade e não quantidade. Não é necessário encher o ambiente de luz, mas sim iluminar as coisas certas, através do uso de spots, lâmpadas com diferentes efeitos, abajures, etc. Em outros termos, a iluminação correta pode valorizar uma composição simples, na mesma medida em que pode desvalorizar uma composição sofisticada se for feita de maneira incorreta. Leia mais: Efeitos de Iluminação

 

Use a iluminação para valorizar os objetos certos e sua decoração se tornará muito mais interessante. Projeto: Thiago Mondini

 

Combinando cores

As cores devem ser equilibradas e os contrastes, ou as ausências deles, devem ser utilizados de forma inteligente. Normalmente, as pessoas usam uma decoração com base bege/marrom e no máximo uma cor decorativa, com medo de errar. Ou usam o branco/preto/cinza, com cor de contraste vermelha ou amarela. Esse medo de errar vem da falta de conhecimento das possibilidades de composição de cores. É muito comum que as pessoas usem somente cores análogas (próximas umas das outras, como o amarelo, laranja e vermelho), mas as composições mais sofisticadas partem para o uso inteligente das cores complementares (que são opostas no disco de cor, a exemplo do laranja e do azul), para criar efeitos interessantes. Assim, você pode inserir, numa composição bege, que é quente, tons de azul e verde, que são cores frias e equilibram o calor. Mas, posteriormente, você insere pequenas doses de tons de laranja e vermelho, que são complementares do azul e do verde. Essas cores podem aparecer em pequenas almofadas, objetos decorativos, gravuras e obras de arte. É através desse jogo de cores, usado de maneira sutil, que as decorações mais aconchegantes acontecem.

 

Escolhendo os objetos decorativos

Devem ser escolhidos buscando sempre o equilíbrio de materiais. Se uma sala é excessivamente fosca, a tendência natural é a busca por objetos brilhantes, de metal, vidro, cristal, etc. Quando as superfícies já têm brilho excessivo, parte-se para a escolha de objetos mais opacos, de madeira, couro, pelo. No entanto, essa não é uma regra fixa. Para itens de decoração, a única regra certa é: na dúvida, use menos.

 

 

 

 

 

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