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Inscrições Rupestres - Urubici

Este sítio arqueológico é de grande importância histórica e destaca-se pela técnica artística utilizada.

Por: Arquiteta Nadine Voitille       10 de Fevereiro de 2014   |   VISUALIZAÇÕES 7.875

Inscrições Rupestres em Urubici - Santa Catarina

Urubici localiza-se a 171Km de Florianópolis, Brasil. Seu relevo exibe uma natureza rica em morros e cascatas, encantando quem passa pela região e especialmente quem ama esportes radicais, como rapel, canoagem, parapente e arvorismo.

No entanto, estes não são os únicos encantos da região: no Morro do Avencal é possível conhecer um dos sítios arqueológicos mais famosos do Estado.

 

Como Chegar

O sítio arqueológico localiza-se na estrada que liga Urubici a São Joaquim, no 5º quilômetro.  Há uma placa indicativa (mas atenção, para quem faz o caminho inverso, de São Joaquim para Urubici, é um pouco escondido e exige mais atenção para não perder o ponto).

 

O sítio arqueológico localiza-se na estrada que liga Urubici a São Joaquim, no 5º quilômetro. Uma placa indica o local. Foto: Nadine Voitille

 

História

Vários povos habitaram a região e deixaram registros interessantes da sua passagem ou moradia.

Estas inscrições rupestres datam de aprox. 3.000 anos atrás e compõe quatro painéis de arte rupestre. O professora Walter A. Piazza em 1964 e o Padre Rohr, em 1966, foram os primeiros a registrar oficialmente a existência deste sítio, descrevendo-o.

Em 1987 a mata nativa foi cortada, expondo o local às intempéries e à ação dos vândalos. Como a rocha é arenítica, mole, vem sofrendo forte desgaste com o tempo. E o que presume-se ter cerca de 4cm de profundidade (registrado a uns 20 anos atrás) hoje não passa de 2cm - segundo o estudioso Keler Lucas em seu site.

 

O que Observar

O principal destaque é o Painel das Máscaras, que exibe a Máscara do Guardião (é o primeiro painel à esquerda). O grande diferecial desta arte é o uso de técnicas de baixo relevo juntamente com as de alto relevo (esta última para a representação do nariz) - o que até o momento não havia registro. Acredita-se que o local tinha importância sagrada e que o "Guardião" inspirava este respeito. Segundo estudos do Padre Rohr, algumas das figuras recebiam pintura interna.

Há também desenhos de quadrados e triângulos com pontos internamente.

 

Painel das Máscaras, na qual é possível notar a Máscara do Guardião (foto superior) e outras representações. Fotos: Nadine Voitille (2013)

 

À direita do Painel de Máscaras (no segundo painel), há a representação de linhas verticais paralelas, as quais possuem técnica diferente - o que indica a possibilidade de uma cultura distinta do primeiro painel.

 

À direita do Painel das Máscaras está o segundo painel, no qual podem ser observadas linhas verticais paralelas. Foto: Nadine Voitille (2013)

 

Já no terceiro painel, à direita do segundo, é possível notar figuras retangulares (a rocha, neste ponto, faz uma curva, dividindo os desenhos em duas partes). Também é possível que estes sejam de uma outra cultura, ou seja, de um terceiro grupo.

 

Terceiro painel à direita: figuras retangulares. Foto: Nadine Voitille (2013)

 

E por fim, o quarto painel, à direta do terceiro, em uma parte côncava da "parede da rocha e acima de um grande buraco cheio de água, possivelmente feito por caçadores de tesouros" (Descrição de Keler Lucas), está o maior de todos os painéis, com várias representações variadas.

Como ainda não foi feito nenhum estudo mais apurado sobre estas inscrições, não há uma datação dos painéis para saber quais foram os primeiros.

 

O quarto painel é composto por vários desenhos diferentes. Foto: Nadine Voitille (2013)

 

Nossa Opinião - Portal Clique Arquitetura

Para quem ama história e especialmente arte primitiva, esta é uma oportunidade rara: o acesso é fácil e as inscrições estimulam a curiosidade.

São desenhos simples, mas de importância histórica incalculável. Para os estudiosos, o objetivo principal não se restringe apenas em interpretar os desenhos, mas sim entender como as antigas sociedades viviam e o que faziam, datando a evolução das técnicas e da cultura humana.

Locais como este são verdadeiros museus ao ar livre e ao valorizarmos estes detalhes, ajudamos a cuidar da nossa história.

Infelizmente o local está um tanto abandonado e podemos notar sinais de vandalismo. Seria muito bom que estudos mais aprofundados fossem patrocinados e que pesquisadores como Keler Lucas tivessem o apoio necessário para o seu belo e importante trabalho.

* Local visitado pela Arq. Nadine Voitille em novembro de 2013.

 

 

Fonte Consultada

 

 

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