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Plantas indicadas à topiaria
18 plantas selecionadas por suas qualidades, permitem a prática da topiaria
Por: Renata Vianna Unruh       03 de Junho de 2022 - ATUALIZADO EM: 01 de Julho de 2022   |   VISUALIZAÇÕES 176

As plantas indicadas à topiaria clássica devem ser compactas, perenes e em geral, apresentar crescimento lento. Diversas espécies podem ser adaptadas, no entanto, algumas reúnem características que favorecem o trabalho artístico.
 
 
Topiaria cônica em Buxinho. Imagem: Yesofcorsa
 
O Buxinho, Buxus sempervirens, é uma das plantas mais utilizadas em topiaria, na formação de bordaduras, cercas vivas e sebes. É obrigatória sua presença em jardins de inspiração francesa. As podas de formação tornam a planta compacta e densa, a ponto de a iluminação não alcançar o interior do arbusto, que fica sem folhas. O crescimento é lento, mas a planta pode alcançar entre 2 e 2,5 metros. É perene, possui folhas verde-escuras, opostas de textura coriácea e resistentes. A espécie é dioica e as flores, sem importância ornamental, quase não aparecem pela frequência das podas. Desenvolve-se a sol pleno ou meia sombra, por estaquia e necessita de regas regulares. É muito ornamental, tolera o frio, mas não o sombreamento por longo período. Necessita de nitrogênio para se desenvolver, sendo aconselhável a adubação trimestral. É tóxica por conter alcaloides.
 
 
A delicadeza das flores do Ligustro. Imagem: Pixabay
 
O Ligustro, Ligustrum sinensis, é nativo da Ásia. Aplicado em renques, forma maciços e cria bordaduras, cercas-vivas e muros; pode ser moldada em diversas formas, e se destaca também quando isolado. É uma planta, profusamente ramificada, que pode alcançar entre 1,2 e 3,6 metros. Perene, apresenta pequenas folhas verdes e brilhantes e a borda mais clara, em tonalidade branca ou amarelada na forma variegada. Delicadas e aromáticas flores, surgem durante a primavera. Desenvolve-se a sol pleno em regiões de clima frio ou meia sombra, em regiões mais quentes e requer regas regulares. A propagação acontece por sementes e estaquia. Aprecia solo fértil e é tolerante ao frio e geadas.
 
Louro. Imagem: Pixabay
 
O Louro, Laurus nobilis, é uma árvore nativa do Mediterrâneo, comumente podada em formas esféricas, espirais, piramidais e como hastes entrelaçadas. Apresenta crescimento lento, mas alcança entre 10 e 15 metros de altura. Perene, tem folhas verde-claras de forma elíptica, pontiagudas e com margens lisas ou levemente onduladas e aromáticas que adquirem tonalidade mais escura com o tempo. São apreciadas na forma de infusão por suas propriedades calmantes e diuréticas e como condimento, por realçar o sabor das refeições. Multiplica-se por sementes, estacas ou alporquia sob sol pleno ou meia sombra e necessita de regas esparsas, o solo deve secar levemente entre as regas. Depois de estabelecida, tolera curtos períodos de estiagem, mas seu sistema radicular superficial exige atenção diante de alguma intervenção e uma proteção adicional frente aos extremos de temperatura.
 
 
Azevinho. Imagem: Pixabay
 
Os ramos do Azevinho, Ilex aquifolium, planta nativa da Europa, são muito usados para decorações de Natal. Quando cultivado, alcança entre 2 e 3 metros. A partir de cada nó de seus ramos, parte uma folha com pecíolo curto, na cor verde-escura ou matizada, espinhosa e ondulada. A espécie é dioica, as flores femininas são pequenas e brancas e as masculinas, amarelas e axilares. Os frutos são esféricos e brilhantes, de cor amarela ou vermelha, persistem durante o inverno e amadurecem no verão. Atraem pássaros, mas são tóxicos aos seres humanos. Propaga-se por sementes e estaquia, cultivo a sol  pleno ou meia sombra, com regas regulares. É recomendável o uso de luvas para realizar podas dessa planta ornamental, por conta das extremidades espinhosas de suas folhas.
 
Pitósporo. Imagem: Depositphotos
 
O Pitósporo japonês, Pittosporum tobira, é uma planta nativa da Coréia e Japão, plantada em renques para compor cercas vivas e pode ser cultivada em vasos. Seu crescimento é lento. Suas folhas são verdes ou verde-acinzentadas com bordas claras na forma variegada. Surgem no verão inflorescências terminais com flores branco-creme e fragrância de laranja. Desenvolve-se a partir de sementes, alporquia e estaquia, a sol pleno em climas frios e meia sombra em regiões quentes. Necessita de regas regulares, com o cuidado de evitar o encharcamento do solo. É uma planta resistente a condições de salinidade do solo e a poluição do ar.
 
Clusia. Imagem: Yesofcorsa
 
A Clusia, Clusia fluminensis, nativa do litoral brasileiro, a planta ornamental tem folhas em verde brilhante e textura coriácea. Muito indicada para cercas vivas, exige mais atenção durante a modelagem por conta de suas folhas maiores, a fim de não criar lacunas na forma. É uma espécie dioica, polinizada por abelhas. Desenvolve-se a sol pleno e meia sombra, a partir de sementes, estaquia ou alporquia e regas periódicas.
 
Azaléa. Imagem: Pixabay
 
A Azaléa ou azaleia, Rhododendron simsii, planta arbustiva, perene ou semi perene, nativa da China e Japão. Possui pequenas folhas elípticas cobertas por fina penugem. Floresce entre outono e inverno. As grandes flores, simples ou dobradas, tem pedicelo curto e tonalidades diversas. Pode ser plantada isolada em jardins, em vasos ou agrupada formando maciços, compondo cercas vivas, sebes e margeando caminhos. Propaga-se por estaquia sob proteção, regas regulares e prefere solo acidificado. Para favorecer novas floradas, é indicado utilizar adubo orgânico, promover o choque térmico através de regas com água gelada e cortar entre 20 e 30 cm dos ramos no final da floração. É imprópria para o consumo, pois apresenta toxicidade.
 
Pingo de ouro. Imagem: Depositphotos
 
O Pingo de Ouro, Duranta erecta, nativo da América Central, cresce em áreas costeiras ou rochosas. A planta ornamental de folhas perenes é muito utilizada como bordadura. Suas folhas apresentam tons amarelo-dourados e quando madura a planta apresenta espinhos. As inflorescências em forma de espiga com flores brancas, azuis ou roxas, surgem entre a primavera e o verão. Os frutos globosos amarelos ou laranjas são decorativos, mas extremamente tóxicos, seu consumo pode ser fatal para humanos. Multiplica-se por sementes e estaquia, sob sol pleno ou meia sombra e regas regulares. Requer podas frequentes, mas é uma planta rústica, pouco exigente e tolerante a geadas.
 
As delicadas flores do Viburno. Imagem: Depositphotos
 
O Viburno, Viburnum suspensum, é uma planta arbustiva nativa do Japão, muito ornamental. Forma cercas vivas que podem ser mantidas arredondadas com pouca manutenção. Apresenta densa folhagem, composta por folhas verde-escuras, espessas e ovais que tem a margem finamente recortada. Raramente perde suas folhas. As inflorescências tubulares que surgem no final do inverno e início da primavera, contêm flores brancas ou róseas, perfumadas e que atraem abelhas e borboletas. Enquanto os frutos, esféricos, alaranjados ou avermelhados atraem pássaros. Reproduz-se através de sementes e estaquia, sob sol pleno ou meia sombra e regas regulares. O excesso de sol e calor tem efeito sobre seu crescimento, que fica mais lento nessas condições.
 
Elegante projeto para a entrada de uma residência em Beverly Hills. Imagem: Depositphotos
 
A Eugênia, Eugenia sprengelii, planta perene nativa do Brasil, é muito ramificada e tem aspecto compacto, podendo ser trabalhada em diversas formas. Apresenta folhagem delicada com tonalidade verde-clara levemente acobreada. Na primavera, surgem inflorescências repletas de pequenas flores brancas e perfumadas. Na sequência surgem frutos arredondados de cor vermelha que atraem pássaros. Apresenta crescimento lento e alcança entre 2 e 4 metros. Multiplica-se por sementes ou alporquia, a sol pleno ou meia sombra. Requer regas regulares e aprecia solo rico em matéria orgânica. Tem resistência a uma maior amplitude térmica, que inclui geadas.
 
 
 
Piracanta. Imagem: Depositphotos
 
A Piracanta ou Espinho-de-fogoPyracantha coccinea, é uma planta arbustiva ornamental nativa da Europa, especialmente da região dos Bálcãs. Em projetos de jardinagem pode ser organizada em renques, para a formação de cercas-vivas e é indicada para a prática de bonsai. É perene, possui folhas verde-escuras na superfície superior e verde-claras na inferior, que são elípticas, pequenas e brilhantes, com textura coriácea e pequenos recortes nas margens. Sua folhagem adquire tonalidade bronze sob baixas temperaturas. Durante o verão surgem inflorescências do tipo corimbo, onde flores brancas partem de um eixo principal em diferentes alturas, e todas terminam niveladas alcançando a mesma altura. Tem frutos esféricos de coloração amarela, laranja ou vermelha que trazem os pássaros. Responde facilmente as podas de condução por seu rápido crescimento e adquire aspecto compacto. É uma planta de fácil manutenção, indicada para iniciantes. Propaga-se por sementes ou estaquia, prefere sol pleno, mas adapta-se a meia sombra e tolera períodos de estiagem e frio.
 
Tuia. Imagem: Pixabay
 
A Tuia, Juniperus chinensis, nativa da Ásia Oriental e Setentrional, conhecida como Tuia strickta pode ser podada em formas cônicas, espirais e piramidais. Muito ornamental, se destaca isoladamente ou pode formar composições. Com frequência é cultivada em vasos, como pinheiro de Natal. A planta é perene, conífera do grupo das gimnospermas, não produz flores verdadeiras. Suas folhas são verde-azuladas, aromáticas, finas e pontudas com aparência de escamas. A versão prateada tem folhagem com salpicos esbranquiçados. Cresce de modo rápido e seus frutos atraem pássaros. Desenvolve-se a partir de sementes e estaquia, sob sol pleno ou meia sombra quando em regiões muito quentes. Não é exigente quanto ao solo, é indicada para jardins de pedra e necessita de regas moderadas.
 
 
Pinheiro-de-Buda. Imagem: Pixabay
 
O Podocarpo ou Pinheiro-do-Buda, Podocarpus macrophyllus, planta nativa da China e Japão, é indicada para compor cercas vivas e para a prática de bonsai. Através da poda é possível conduzir a formações variadas, cônicas e arredondadas.  Tem folhas verde-escuras brilhantes, perfumadas, lineares e pontiagudas. Não produz flores verdadeiras, por ser conífera, mas seus frutos atraem pássaros. O crescimento é lento a moderado e pode alcançar entre 15 e 20 metros de altura. Propaga-se por sementes e estaquia, sob sol pleno e regas moderadas. Resiste a pequenos períodos de estiagem, mas não tolera solo úmido. Fica suscetível a infestação por cochonilhas quando mantida em locais muito sombreados. O solo alcalino pode provocar o amarelecimento das folhas.
 
Oliveira na forma variegada. Imagem: Depositphotos
 
A Oliveira ornamental, Elaeagnus pungens, é nativa da China e Japão. É cultivada isolada ou em grupos, formando cercas vivas com aspecto natural ou podadas. Possui folhas ovaladas com margens irregulares, verde-escuras na parte superior e prateadas na inferior e na forma variegada com centro ou margens amareladas. Apresenta flores brancas ou rosadas, perfumadas e frutos marrom-avermelhados que atraem pássaros. Propaga-se por sementes e estaquia sob sol pleno ou meia sombra em solo enriquecido com matéria orgânica e regas regulares.
 
Louro cerejo. Imagem: Depositphotos
 
Louro cerejo, Prunus laurocerasus, nativo da Europa e Ásia. Muito usado na topiaria, como planta isolada ou formando maciços e cercas vivas. Planta perene, que floresce na primavera. Tem folhas verde-escuras, brilhantes e coriáceas, que liberam fragrância de amêndoas quando trituradas. Floresce na primavera, suas pequenas e perfumadas flores brancas, agrupadas em inflorescências atraem abelhas e borboletas. Pássaros são atraídos por seus frutos vermelhos e ovoides, que adquirem cor preta e pendem em cachos, parecendo uvas. Propaga-se por sementes e estaquia, sob sol pleno ou meia sombra e regas regulares. É uma planta tóxica que não deve ser queimada, contém ácido cianídrico. Tolera geadas leves.
 
Murta. Imagem: Depositphotos
 
Murta, Myrtus communis, nativa do Mediterrâneo. Possui folhas verdes brilhantes, de formato pontiagudo e flores brancas perfumadas, com longo estame, que contribui com aparência fofinha. Desenvolve-se sob sol pleno e solo úmido drenado, pode alcançar 3 metros. Prefere clima ameno, em regiões de clima muito frio, é melhor cultivá-la em ambiente protegido.
 
Ficus. Imagem: Pixabay
 
O Ficus, Ficus benjamina, é uma planta nativa da Ásia Tropical e Subtropical e Norte da Austrália. Por conta de sua beleza é frequente integrar projetos paisagísticos e se adapta muito bem a ambientes internos. Quando jovem, o caule flexível permite promover entrelaçamentos que agregam charme às copas arredondadas pela topiaria. Desenvolve-se a partir de sementes e estaquia sob sol pleno e regas regulares. Alcança até 30 metros. É uma planta de fácil manutenção, mas quando suas folhas caem em excesso ou se apresentam amareladas, sinaliza estresse. Atenção às raízes agressivas e seiva tóxica.
 
Madressilva. Imagem: Pixabay
 
Madressilva, Lonicera japonica, planta nativa da Ásia, é uma trapadeira indicada para cercas, muros, pérgolas e caramanchões. Possui folhas verdes e delicadas flores brancas e amarelas, com fragrância doce e intensa. As flores são reverenciadas na medicina chinesa por suas propriedades anti-inflamatórias e antibacterianas. Desenvolve-se a partir de sementes e estaquia, a sol pleno, em solo fértil sob regas regulares. Cresce até 9 metros. É importante atenção para mantê-la bem hidratada, especialmente se plantada em vasos.
 
 

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